Fachada do Museu Nacional da Coreia - Seul - Coreia do Sul

Seul, capital do futuro de olho no passado

A Coreia do Sul praticamente saiu do nosso roteiro de volta ao mundo pra Hong Kong entrar. Não que fosse a nossa intenção. Meu marido, vidrado em tecnologia, sempre teve curiosidade de conhecer a capital sul-coreana, mas simplesmente não tivemos escolha.

Túnel de Cross-Harbour, em Hong Kong

No meio do caminho, tinha Hong Kong…

O plano era o seguinte: durante nossa estadia na Coreia do Sul, pediríamos o visto para visitar a parte continental da China (que era nosso próximo destino). Só que quando chegamos em Seul, descobrimos que as regras de visto tinham mudado e precisamos viajar para Hong Kong para só lá pedir o tal visto chinês (aventura que a gente contou neste outro post). Resultado: nossa visita à capital sul-coreana de 9 dias ficou reduzida a 3. Pouco tempo para entender a cidade. Conhecemos o que foi possível.

Aeroporto em Seoul na Coreia do Sul

O que mais conhecemos na Coreia do Sul? O aeroporto!

Seul colocou em xeque aquela história de que “a primeira impressão é a que fica”. Logo de cara estranhamos a cidade ou, pelo menos, a área onde estávamos hospedados: Jongno-Gu. Nosso hotel ficava num beco bem estreito, com restaurantes cheio de locais, um vai e vem de gente apressada e muita, mas muita bituca de cigarro no chão. O quarto era minúsculo e a ducha do chuveiro ficava em cima do lavatório. Foram 2 dias só naquela região, tentando resolver o tal visto chinês.

Sanduíche com catchup no café da manhã em hotel de Seul - Coreia do Sul

O hotel só valeu pelo café da manhã

Pensávamos: cadê aquela Seul moderna, com tecnologia de ponta, que a gente via na TV? Foi só no terceiro dia, quando nos convencemos de que Hong Kong seria a única alternativa para conseguir o visto, que relaxamos, exploramos e nos abrimos para Seul. Felizmente foi a segunda impressão que ficou.

Alessandra Stefani tomando cerveja num bar em Seul - Coreia do Sul

Uma cerve”jinha” deu tempo de tomar em Seul

Um lugar onde a tecnologia faz parte do dia a dia. Botão para controlar a temperatura do piso, para pedir um táxi, chamar o garçom. Porta aberta com cartão por proximidade. TV em todo lugar. Fone de ouvido sem fio. E celulares de última geração… aos montes. A gente até tem que ficar esperto pra não trombar com os coreanos, que não tiram o olho da tela do telefone. São viciados em games. E o aeroporto então? Não é à toa que o Aeroporto Internacional de Incheon, em Seul, é considerado um dos melhores do mundo. Moderno, grande, futurista.

Passageiros conectados em metrô de Seul - Coreia do Sul

Dos quase 49 milhões de habitantes no país, 45 milhões estão conectados!

O metrô também não fica atrás. Supereficiente. Nos vagões, acesso à internet, corredor espaçoso, bem sinalizado. Claro que nem tudo é perfeito. Dentro das estações, camelôs não faltam. Até gente vendendo animal tem. Outros comercializam itens que jamais imaginávamos que interessaria quem está viajando em um metrô: avental de cozinha. A vendedora já vem vestida com o produto e sai andando nos vagões. E acredite: faz sucesso.

Estação de metrô em Seoul - Coreia do Sul

Seul tem a maior rede de metrô do mundo: 500km de trilhos contra 70km de São Paulo

O mercado informal é grande, a pobreza existe. Mas numa proporção inimaginável para a capital de um país que foi devastado pela guerra com a vizinha do norte comunista e conseguiu se reerguer das cinzas numa velocidade impressionante. Em 50 anos, a Coreia do Sul deixou de estar entre as nações mais pobres do mundo pra hoje ser referência mundial em inovação. A Samsung, LG e Hyundai, por exemplo, são empresas sul-coreanas.

Divisão da Coreia do Sul e do Norte - 38 paralelo - Coreia

Num museu, o famoso Paralelo 38, que divide as Coreias

Mas o caminho para o progresso foi duro, percorrido por um país onde os conflitos deixaram marcas além da divisão da fronteira. Seul parece estar em alerta, pronta pra agir num caso de ataque ou atentado. Difícil imaginar como é o dia a dia de quem vive em um lugar onde as estações de metrô são equipadas com máscaras contra gás, como as de guerra.

Instrucao de uso de mascara contra gas em metro de Seul - Coreia do Sul

Ainda bem que tem desenho de como usar a máscara, né!

Precauções de uma cidade do futuro que não se esquece do peso do seu passado.

Onde ficamos em Seul?

Nunca mudamos tanto de hotel numa cidade onde ficamos tão pouco tempo. Nos poucos dias em Seul, dormimos em 3 lugares diferentes:

Logo que chegamos, ficamos neste hotel, que não curtimos muito. A localização era ótima (tem lugar onde comer ali perto e estação de metrô também), mas o quarto em si era péssimo. Mal cabia a gente. Cada banho, era uma lavada no banheiro também, que ficava encharcado. O café da manhã era ok, mas quem chegasse tarde corria o risco de ficar sem :-( Pagamos uns R$127,00 por noite. Talvez agora o hotel tenha passado por uma reforma. As fotos que estão no Booking.com não têm nada a ver com a estrutura que encontramos em novembro de 2014.

Como detestamos o hotel, nos mudamos para este. Que diferença… da água para o vinho. De positivo ele tem a localização (perto do aeroporto, ótimo pra quem tem que pegar voo cedo) e a estrutura (é bem cuidado, o quarto é uma graça e até banheira com hidromassagem ele tem). Mas custa o olho da cara: a diária saiu por R$240,00 e, além de um Seven Eleven ali perto, não tem muitas opções baratas de restaurantes :-(

Quando voltamos de Hong Kong, ficamos num terceiro hotel. Também é perto do aeroporto, é limpo e tem banheiro privativo. A noite do casal saiu por +/- R$110,00. Bom custo-benefício :-)

O que fizemos em Seul?

Onde:  Museu Nacional da Coreia
O que: um museu gigantesco – um dos maiores do mundo – que mostra arte e história da Coreia do Sul. Tem mais de duzentas mil obras e peças em exposição, desde o período Paleolítico até o começo do século XX.
Quanto: grátis
↑ acervo, localização (perto da estação de metrô)

Peças do acervo do Museu Nacional da Coreia - Seul - Coreia do Sul

Onde:  Museu Nacional de História Contemporânea da Coreia
O que: montado no antigo prédio do Ministério da Cultura, Desporto e Turismo, o museu mostra a história mais recente da Coreia do Sul e dá bastante enfoque ao conflito com os vizinhos do norte. Ele mostra a fundação do país, seu desenvolvimento econômico e modernização. Numa linha do tempo, é como se este lugar fosse uma continuação do que é mostrado no Museu Nacional da Coreia.
Quanto: grátis
↑ explicativo, moderno, didático

Mapa no Museu Nacional de História Contemporânea da Coreia - Seul - Coreia do Sul

Você já viajou para a Coreia do Sul e visitou outros lugares? Compartilhe com a gente as atrações onde esteve :-)

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